sexta-feira, 23 de março de 2007

7 palmos


O silêncio de Lao-Tsé já proferia
“Aja pela não ação”
num sentido toulousiano
De traços diafenizados
Ou concreto abstracionismo
Perpetuando o panteísmo
Que é metáfora do indefinido
Como a parceria da solidão
Em toda pausa tchekhoviana
Dionisíaca e virtruviana
Clama a graça da desgraça
Como antítese do que não se fala
E esses Picassos cubic-modés
Rabiscados gravitalmente por Pollock
É o nada de hoje do Rock
Mote do antitropicalismo
Ou discurso da própria morte
Que nos clama Apolo
Que nos regurgita o possibilismo
Supondo que a ausência do desejo
Nos faça Buda
Ou que aceitemos as barbas de Marx
Mas a verdade de toda a anti-verdade
É que a incongruente castidade
Ou supressão niilista de algo
Só nos leva sem prazer
Ou sem orgasmo

Mais rapidamente

A aqueles famosos sete palmos.

p.s.: na fotografia: Jackson Pollock

2 comentários:

ilka disse...

Assistir,um documentario,foi imsuportavel,mais necessario,na TVE, com esse titulo...muito me lembrou,não por não suportar,mais por ele o tema ser parecido:)
É o nada de hoje do Rock
Mote do antitropicalismo
Ou discurso da própria morte
muito bom,muito bem!

vce sabe disse...

mt bombom...