segunda-feira, 23 de abril de 2007

sábado, 21 de abril de 2007

PUPILA

à lua anda, teu céu,
depois pois, de-
c
a
i
n'um cais no salto da bota italiana;
romamor,
minguando
na voz de chico buarque de luanda.
à rua anda, meu pé,
calejando a poesia; até
teu corpo, teu todo
atravessar a lua, minha pupila:
negra,
crescente
crescendo
(sendo)
em teus seios, meios; alheio
eu miro:
minha língua em teus lábios
acima
e
abaixo do umbigo.
por ti eu "rio, de janeiro" a dezembro
e nem o nem, nem o nada, nem portugáfrica,
nua e nua ou nua e nova
é ão de então tão soberana e linda e profunda
quanto tu,
sem nuvem, noite, roupa e palavra.